Mancha-alvo em Soja e Algodão: por que a doença avança no Cerrado e o que a ciência pode fazer pelo seu manejo

Maio 14, 2026

Mancha-alvo em Soja e Algodão: por que a doença avança no Cerrado e o que a ciência pode fazer pelo seu manejo

Maio 14, 2026

A mancha-alvo (Corynespora cassiicola) é uma das principais ameaças à soja e ao algodão no Cerrado.

Mancha-alvo em Soja e Algodão: por que a doença avança no Cerrado e o que a ciência pode fazer pelo seu manejo

A mancha-alvo tem se tornado um dos maiores desafios fitossanitários nas lavouras de soja e algodão do Centro-Oeste brasileiro, e Goiás está no epicentro desse avanço. Para agrônomos e consultores que atuam nessas culturas, entender a epidemiologia do patógeno e ter acesso a dados de pesquisa confiáveis é o primeiro passo para um manejo eficaz.

O que é a mancha-alvo e por que ela preocupa tanto?

A doença é causada pelo fungo Corynespora cassiicola, um patógeno de amplitude impressionante: ele é capaz de infectar mais de 500 espécies diferentes, entre cultivadas e daninhas, o que amplia enormemente a pressão de inóculo nos sistemas intensivos de produção. Nas folhas, os sintomas se iniciam como pontuações pardas com halo amarelado, evoluindo para manchas circulares de coloração castanho-clara a castanho-escura, com pontuação no centro e anéis concêntricos característicos.

Em cultivares suscetíveis, a doença pode reduzir em até 40% a produtividade da soja e comprometer severamente a qualidade das fibras do algodão.

Por que a doença está crescendo safra após safra?

A expansão da mancha-alvo não acontece por acaso. Há uma combinação de fatores que cria condições cada vez mais favoráveis ao patógeno.

Sucessão de culturas hospedeiras.

Soja e algodão são igualmente suscetíveis ao fungo, quando cultivadas em sucessão na mesma área, prática comum no Cerrado goiano, o inóculo se acumula progressivamente. E, quando o algodão é semeado em janelas precoces e enfrenta longos períodos de molhamento foliar, a mancha-alvo pode evoluir rapidamente, criando um grande reservatório de inóculo para a safra de soja subsequente.

Cultivares suscetíveis.

A preferência por cultivares de alto potencial produtivo, mas com menor tolerância à doença, tem contribuído para o avanço do patógeno nas principais regiões produtoras.

Condições climáticas favoráveis.

A epidemiologia da mancha-alvo está diretamente vinculada a temperaturas amenas na faixa de 23 a 25 graus, alta umidade e longos períodos de molhamento foliar, condições que têm se repetido com frequência nas últimas safras em Goiás, especialmente nas fases reprodutivas das culturas.

Sobrevivência em restos culturais e plantas daninhas.

O fungo possui estruturas de resistência que garantem sua sobrevivência entre safras. Além disso, plantas daninhas como a trapoeraba funcionam como hospedeiras alternativas, mantendo o inóculo ativo mesmo em períodos sem cultivo. C. cassiicola também é capaz de sobreviver em hospedeiros alternativos como feijão e crotalária, o que exige atenção ao manejo da área como um todo.

Resistência a fungicidas.

Em vários estados produtores, MT, MS, GO, BA, MG, PR e TO, já foi relatada a resistência completa de isolados de C. cassiicola a estrobilurinas. Isso significa que o arsenal de controle disponível se estreita, tornando ainda mais crítica a escolha correta dos produtos e o planejamento de rotação de mecanismos de ação.

Como a pesquisa pode ajudar no controle da mancha-alvo?

Diante de um patógeno com esse nível de complexidade, a tomada de decisão no campo precisa ser embasada em dados locais e atualizados. Protocolos de pesquisa bem estruturados permitem avaliar o posicionamento e a eficácia de fungicidas frente às populações do patógeno presentes na região, a integração de tecnologias de controle químico, cultural e biológico, o comportamento de cultivares sob pressão da doença em condições reais de campo, e o manejo de hospedeiros alternativos e a pressão de inóculo em diferentes sistemas de produção.

Na Estação de Pesquisa da Staphyt em Formosa Goiás, conduzimos ensaios com esses objetivos em soja e algodão, gerando dados robustos que ajudam empresas de insumos, obtentores e o setor agrícola a tomar decisões fundamentadas sobre o manejo da mancha-alvo.

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A Staphyt conta com infraestrutura de pesquisa, expertise em fitopatologia e equipe especializada para conduzir ensaios sob medida para sua necessidade, seja no posicionamento de fungicidas, avaliação de cultivares ou integração de tecnologias de manejo.

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