El Niño vai pesar no controle de pragas na próxima safra
O cenário de pragas da próxima safra tem um fator que já preocupa quem acompanha o campo de perto: o El Niño. O fenômeno está associado às janelas de chuva no Brasil e também às temperaturas mais altas na região de Goiás, e isso muda o jogo para quem trabalha com manejo de pragas.
É o que explica Maycon Laia, Diretor Técnico da Estação Experimental de Formosa/GO e pesquisador da área de Entomologia na Staphyt.
Como o El Niño influencia a pressão de pragas
As pragas respondem a vários fatores no campo, e o clima é um dos mais determinantes. Segundo Maycon Laia, o El Niño favorece biologicamente alguns tipos de praga, principalmente vetores como a mosca-branca e a cigarrinha. Isso significa que as condições climáticas previstas para o período tendem a criar um ambiente mais propício para a proliferação desses insetos, o que exige atenção redobrada de produtores e equipes técnicas.
Não existe fórmula pronta, mas existem medidas eficazes
Um ponto importante levantado pelo pesquisador é que não há uma regra única para o controle de pragas. Cada área, cada cultura e cada momento da safra pedem uma leitura específica. Ainda assim, algumas medidas ajudam a reduzir o risco de infestação.
Controle de plantas tigueira
Uma das primeiras frentes de ação é o controle das plantas tigueira (as plantas voluntárias que nascem espontaneamente após a colheita). Elas podem servir de abrigo para insetos vetores durante o período de entressafra, e eliminar esse refúgio ajuda a quebrar o ciclo da praga antes mesmo do plantio seguinte.
Monitoramento ativo no campo
A segunda medida, e talvez a mais estratégica, é o monitoramento ativo dos insetos na lavoura. Entender a dinâmica da infestação, como ela começou e como está evoluindo, é o que permite tomar a decisão de manejo mais correta e no momento certo. Sem esse acompanhamento, o produtor age reagindo ao problema já instalado, em vez de antecipá-lo.
O papel da pesquisa em entomologia nesse processo
Prevenção, monitoramento e decisões baseadas em informação: essa é a combinação que Maycon Laia aponta como a estratégia mais consistente diante de um cenário como o do El Niño. E é exatamente aí que entra o trabalho de pesquisa em entomologia. Entender o comportamento de vetores como a mosca-branca e a cigarrinha, acompanhar sua dinâmica populacional e gerar dados confiáveis é o que transforma uma safra vulnerável ao clima em uma safra manejada com base técnica.
Na Staphyt, esse é justamente o compromisso: gerar dados confiáveis que ajudem produtores e empresas a tomar decisões de manejo mais eficientes, mesmo em cenários climáticos desafiadores.
Sobre o autor
Dr. Maycon Laia é Diretor Técnico da Estação Experimental de Formosa/GO e pesquisador da área de Entomologia na Staphyt.
Quer desenvolver pesquisa em Entomologia com uma estrutura preparada para isso?
A Staphyt conta com grandes estações experimentais e equipes técnicas especializadas para conduzir pesquisas entomológicas com rigor científico, do monitoramento de campo à geração de dados que sustentam decisões de manejo. Se a sua empresa tem interesse em desenvolver estudos na área de Entomologia, fale com a nossa equipe e conheça a estrutura que a Staphyt oferece para transformar pesquisa em resultado prático no campo.

